Preguiça é um substantivo feminino que vem do latim pigritia. Segundo o dicionário Aurélio, “é uma característica ou atitude que demonstra pouca disposição para o trabalho”, isto é, a demora em praticar qualquer ação.
Conta a lenda que Zeus e Hera decidiram se casar. Hermes, o mensageiro, ficou encarregado de chamar todos os seres da Terra para a solenidade. Ao chegar à casa de Quelone, deparou-se com sua apatia em relação ao casamento, mas conseguiu convencê-la. A passos lentos, ela seguiu para o Olimpo; porém, sua lentidão era tanta que, antes mesmo de chegar à metade do caminho, a cerimônia já havia terminado. Hermes ficou extremamente furioso com sua demora e preguiça. Dessa forma, condenou-a ao silêncio eterno e a carregar sua casa nas costas para sempre. Temos, assim, a origem simbólica da tartaruga.
Aprendemos com o mito que todo ato tem uma consequência, e reconhecer o erro é uma virtude. Dessa maneira, devemos buscar agir com responsabilidade e lembrar de nossas obrigações. Se realmente queremos conquistar nossos objetivos, não podemos agir com desleixo. Ser moldado, ser forjado, não é algo fácil. Aceitar as dificuldades para realizar sonhos também não é simples.
Nossa natureza tende à economia de energia. Se observarmos nossos ancestrais, veremos que utilizavam esforço apenas em situações essenciais: alimentação, reprodução e fuga de predadores. Com as necessidades satisfeitas, permaneciam em repouso. Portanto, o segredo está no equilíbrio.
Creio que, ao final, a preguiça também possui seu valor, pois o descanso é uma condição importante para a vida. Desconectar-se é benéfico para a memória e para o bem-estar do corpo e da mente. Permitir-se pausas ajuda a manter o equilíbrio. Em disciplinas como a Matemática, por exemplo, utilizamos intensamente nossas capacidades de abstração; assim, o relaxamento contribui para a saúde mental.
Valorizar a tranquilidade, a calmaria e a serenidade é atender às próprias necessidades humanas. E, no fim, quem torna a preguiça algo positivo ou negativo somos nós mesmos.
O texto, Em defesa da preguiça, foi feito como exercícios para Disciplina Laboratório de Ensino de Matemática solicitado pelo professor. Dr. Marcos Lübeck